Auri D'yruá
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Confusa, me confundo. Me perco e me acho... me encontro SER de tradição!
Sou de casa. Habitante do cômodo mais escondido.
Quando saio, invento-me. Entre muitos quero ser só e sozinha busco a multidão.
Confusa, me confundo. Me perco e me acho. Sendo múltipla me realizo em
fragmentos. Me mostro, me escondo, me retiro. Saio de uma cena pra entrar em
outra(s). Retorno e me encontro SER de tradição. Olho o passado e sigo em
frente, abrindo caminhos presentes pra chegar num futuro. Meu futuro? Não sei
bem. De alguém, meu também... Meu canto é transcendencia para além das
doutrinas definidas. É doutrina minha que invento e reinvento no instante de
auto-realização particular do meu infinito sonhar. E porque sonho sempre, é que
reinvento a vida no imaginário da minha solidão...
Urro do Meu Boi - Grupo Escuta de Teatro e Música
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