Os caminhos
ancestrais, vindos de Bela Cruz, da Serra da Pacatuba e de Juazeiro do Norte,
convergem-se na periferia da cidade de Fortaleza. Pici. Seu Quilombo Urbano! A
geografia desde a vida menina. Filha das
terras cearenses, Auri D’yruá chegou ao (en)canto aos 17 anos,
durante uma brincadeira de calouros, no palco do Espaço Cultural Tito de
Alencar - ESCUTA. Foi em agosto de 2000, que seu canto ecoou para além das
quatro paredes de sua casa, e alcançou novos ouvidos diferentes dos de sua
família, feito flor que desabrocha para ser fecundada. Desde então,
plantou-se na magia do teatro e da música. Nascia a atriz e a intérprete,
parida entre a sensibilidade do Grupo de Teatro e Música ESCUTA e o ambiente
caótico do meio periférico! Hoje, estudante do curso de pedagogia da UFC, e brincante
nos desfiles carnavalescos da avenida Domingos Olimpio, cantou/canta com
grupos como Afoxé ACABACA, Afoxé Oxum Odolá, Maracatú Nação Picí, Caravana
Cultural e Maria das Vassouras, onde esteve circulando em palcos como o do
Fórum Social Mundial em Belém do Pará; Festa de Yemanjá em Fortaleza - UECUM -
União Espírita Cearense de Umbanda/Prefeitura Municipal de Fortaleza; II
festival latino americano das Juventudes em Fortaleza – Prefeitura de
Fortaleza; Tambores da Noite Afro Ancestral - Associação Solar em Fortaleza, 6º
biennale Du Marronnage MOUSIQUES MARRONNES na cidade de Matoury/Guiana Francesa
e da II Mostra de Música com o Grupo ESCUTA - FUNCET.
No início de 2011, ganha o 1º lugar do Festival de
Música Letras e Liberdade, iniciativa da União dos Estudantes Secundaristas,
UESM, com a interpretação da canção Ciranda dos Três de Djaci José e
Anderson Oliveira. Essa conquista tem alimentado desejos
reticentes...caminhos iniciantes!

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