quinta-feira, 28 de junho de 2012
Confusa, me confundo. Me perco e me acho... me encontro SER de tradição!
Sou de casa. Habitante do cômodo mais escondido.
Quando saio, invento-me. Entre muitos quero ser só e sozinha busco a multidão.
Confusa, me confundo. Me perco e me acho. Sendo múltipla me realizo em
fragmentos. Me mostro, me escondo, me retiro. Saio de uma cena pra entrar em
outra(s). Retorno e me encontro SER de tradição. Olho o passado e sigo em
frente, abrindo caminhos presentes pra chegar num futuro. Meu futuro? Não sei
bem. De alguém, meu também... Meu canto é transcendencia para além das
doutrinas definidas. É doutrina minha que invento e reinvento no instante de
auto-realização particular do meu infinito sonhar. E porque sonho sempre, é que
reinvento a vida no imaginário da minha solidão...
Urro do Meu Boi - Grupo Escuta de Teatro e Música
Nas entrelinhas da canção
O Asfalto morno. O dia fugindo pelo poente. Um estirão de avenida pela frente. Gente calorosa esperando, esperando... O tilintar do triângulo, o rufo do tambor, o estrondo cadenciado do bumbo, das caixas. Vozes amplificadas pelo sistema de som volante...O Maracatu desfila pelo espinhaço da Domingos Olímpio. É Maracatu Nação Pici que está vindo? Sim.
É ele em forma de povo, representando o Pici. Trazendo para o coração
da cidade, corações periféricos, emoldurados, prateados, brilhantes,
multicolorido e negro na raiz. Esse video é mosaicos de espelhos das
coisas feitas pelos homens e mullheres e jovens e crianças, idosos das
ruas entrelaçadas do Pici, entrelaçando seus destinos e se encontrando no
rítmo da loa, na cadencia dos passos, nas entrelinhas da canção.
Damião Vasconcelos - Documentarista
Damião Vasconcelos - Documentarista
I Festival Letras e Liberdade
A busca da
realização do sonho de cantar a leva a vencer o I Festival Letras e Liberdade com a canção Ciranda dos Três, composição de Djaci José e Anderson Oliveira. O
festival, que ocorreu no início de 2011, foi uma iniciativa da União dos
Estudantes Secundaristas - UESM, que reuniu 24 bandas de Fortaleza. “Com a proposta Auri e Banda, fomos pra final
com 05 bandas e saímos do concurso em primeiro lugar”.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
A Intérprete!
Os caminhos
ancestrais, vindos de Bela Cruz, da Serra da Pacatuba e de Juazeiro do Norte,
convergem-se na periferia da cidade de Fortaleza. Pici. Seu Quilombo Urbano! A
geografia desde a vida menina. Filha das
terras cearenses, Auri D’yruá chegou ao (en)canto aos 17 anos,
durante uma brincadeira de calouros, no palco do Espaço Cultural Tito de
Alencar - ESCUTA. Foi em agosto de 2000, que seu canto ecoou para além das
quatro paredes de sua casa, e alcançou novos ouvidos diferentes dos de sua
família, feito flor que desabrocha para ser fecundada. Desde então,
plantou-se na magia do teatro e da música. Nascia a atriz e a intérprete,
parida entre a sensibilidade do Grupo de Teatro e Música ESCUTA e o ambiente
caótico do meio periférico! Hoje, estudante do curso de pedagogia da UFC, e brincante
nos desfiles carnavalescos da avenida Domingos Olimpio, cantou/canta com
grupos como Afoxé ACABACA, Afoxé Oxum Odolá, Maracatú Nação Picí, Caravana
Cultural e Maria das Vassouras, onde esteve circulando em palcos como o do
Fórum Social Mundial em Belém do Pará; Festa de Yemanjá em Fortaleza - UECUM -
União Espírita Cearense de Umbanda/Prefeitura Municipal de Fortaleza; II
festival latino americano das Juventudes em Fortaleza – Prefeitura de
Fortaleza; Tambores da Noite Afro Ancestral - Associação Solar em Fortaleza, 6º
biennale Du Marronnage MOUSIQUES MARRONNES na cidade de Matoury/Guiana Francesa
e da II Mostra de Música com o Grupo ESCUTA - FUNCET.
No início de 2011, ganha o 1º lugar do Festival de
Música Letras e Liberdade, iniciativa da União dos Estudantes Secundaristas,
UESM, com a interpretação da canção Ciranda dos Três de Djaci José e
Anderson Oliveira. Essa conquista tem alimentado desejos
reticentes...caminhos iniciantes!
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